segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Amnésia e Apolo

25 de dezembro de 1998
Acordo, me deparo com meu teto, sim, aquele que na noite anterior eu pintara de preto e colocara luzes fosforescentes junto de pequeninas estrelas pintadas de branco para melhor trazer a sensação de liberdade, funcionara, agora só faltava estar realmente livre e isso iria depender do que eu iria encontrar depois da porta que separava o quarto da sala.
Pantufas postas, dentes escovados, ignorara o café da manhã, era Natal, me depararia mais tarde com uma grande ceia e para isso precisava do meu estomago completamente vazio, começara a caminhar em direção á porta e me deparava com a lembrança de um desenho animado que me distanciava cada vez mais da maçaneta, não sei, acho que aquilo era um aviso subconsciente, entrara, sentara e esperara tudo acontecer até que então, eis que ali surgia, Apolo, meu mais novo amigo, o ser que conseguira tirar meus primeiros brilhos de olhar desde muito tempo, ele era lindo, um quadrupede com pelos de cores branca e preta, com olhos azuis tão profundos que me trouxera lembranças de um oceano assim como o teto do meu quarto me trouxera lembranças de um céu estrelado.
Naquela tarde não já não conseguia me lembrar de mais nada, ainda estava de pantufas, porém, estas estavam todas cheia de terra assim como meu pijama e Apolo, ele era a mais nova sensação, o mais novo amigo, o mais novo presente, o ser que me trouxera liberdade desde o início do meu problema, sim aquele bendito problema que me fazia esquecer das coisas rápido, porém o doutor dissera para aqueles adultos comprarem aquele lindo amigo, estranho, acho que funcionara, pois ele era o único ser que possuía um nome que não me fugia da cabeça, Apolo, Deus da Luz, era o que estava escrito na coleira dele.

26 de dezembro de 1998
Acordo, me deparo com o céu estrelado que pistara na noite anterior, ele era lindo, iria olhar para o canto da minha cama como sempre faço para ver meus horários e o que eu tenho que fazer, isso seria algo completamente normal e eu nem iria registrar, porém um ser quadrupede aparece em meu quarto, ele era branco e preto e tinha olhos azuis profundos, quase me matara de susto e eu quase o matara também, porém ao ver a coleira, eu havia me lembrado, era Apolo, o meu mais novo amigo....

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